CHARADA Toalete Deficiente
Ago 06

Em mais um dia de peripécias na “capitar” (sic), pra variar, fomos à sinuca, Eu e Slacher. Ia rolar o aniversário de uma prima nossa a noite e antes, claro, fomos ao buteco. Jogamos o que tínhamos que jogar e nos atrasamos novamente, como já virou tradição antes de festas familiares.

O aniversário em si, foi tranquilo, bão, mas acabou cedo. Como são raros esses nossos encontros e pra não perdermos a noite, resolvemos esticar e voltamos para a sinuca. O lugar é bem localizado, bem no meio de Jardim da Penha (Vitória/ES), e sempre bem frequentado. É sempre light, mais ou menos como comer uma puta. A gente chega, faz o que tem que fazer, paga e vai embora. Claro, sem o êxtase. Sempre sem maiores distrações, sempre foi assim. Até que . . .

PÓ! Quer saber o que a imagem tem a ver com o post? Depois do intervalo . . .

. . . nesse dia, para não nos deixar pensar que “as coisas só acontecem com os outros“, aconteceu com a gente.

Estava eu, concentrado em mais uma de minhas magníficas tacadas quando percebo o Slacher conversando com um tipo estranho que estava com meu isqueiro na mão. A única coisa que eu ouvi foi “PÓ” e depois o Slacher levando a mão ao rosto e tentando limpar algo que ambos acreditávamos estar ali.

Fui falar com ele e disse: “Pô, o cara pediu meu isqueiro e mandou você limpar o pó (da sinuca, pensei eu) do rosto né?“, e ele me respondeu: “Eu também tinha entendido isso, mas depois que ele repetiu que eu entendi que ele tava oferecendo pó (cocaína).”

Ficamos meio abobalhados. Não que sejamos mimados, mas de alguma forma sempre fomos alheios, querendo ou não, a pessoas que consomem ou vendem drogas. E naquele dia a parada foi tão ESCANCARADA, no meio de um bar cheio, em um bom lugar e bem frequentado, que meio que ficamos sem acreditar.

Até aí, ainda estava tudo bem, afinal, cada um faz o que quer. Neguinho quer vender, você não quer comprar ou quer, ponto, fim de história.

O foda é que o aniversário da nossa prima tinha sido festa CAIPIRA, logo, estávamos vestidos como roceiros mesmo, nem nos preocupamos em ir em casa trocar de roupas. O cara depois, na maior cara dura, sentou na nossa mesa e ficou encarando, sempre trocando conversa com os “comparsas” dele. A gente deduziu que o camarada achou mesmo que a gente fosse “da roça” e pensou em dar um sacode na gente depois que saíssemos de lá.

Quando deu umas 4h da matina, chamamos mais uns amigos que também estavam lá pra sair junto com a gente. Saímos, olhamos pra um lado e pra outro, não vimos nada suspeito, entramos no carro e sumimos.

Pode parecer bobeira para alguns, ou como eu disse, acharem que somos mimados. Mas durante a semana aconteceram vários outros casos de violência na Grande Vitória e antes do acontecido estávamos exatamente conversando sobre isso. Agora parece que a coisa ganhou mesmo as ruas. Uma cidade tão grande, tanta gente e, mesmo assim, parece que tudo está acontecendo com todo mundo ao mesmo tempo.

Essa “inocência” é boa e ruim. Dá um ar nostálgico, de esperança, de que as coisas continuam sendo tranquilas e as pessoas essencialmente boas. Porém, nos deixa “desarmados” para essas situações do cotidiano, porque a exceção é não acontecer nada. Não sei o que é melhor, ser “puro de coração” ou um eterno desconfiado, quase um maníaco obssessivo por violência.

Parafraseando uma música do Engenheiros do Hawaí, que eu esqueci o nome e to sem saco de procurar, “Vitória é uma cidade tão grande e tão pequena…”

Postado por Bruce

5 Comentários to “INOCÊNCIA”

  1. eugenio Says:

    Ta difícil mesmo… cada dia que passa o certo vira errado e o errado certo.
    Eu prefiro continuar “inocente” mas de olhos bem abertos…
    Pô bruce, nem me falou isso quando estive ai… Ainda bem que não teve nenhum problema na saida!

  2. Bomber Says:

    uma imagem vale +que palavras rs
    sinistrooo

  3. BRUCE - O ANTI-CRISTO » OOW - Out Of Work Says:

    [...] menino bom e inocente que sou, passando pelo Chongas, que é um blog que leio (já li mais), pensei em deixar um [...]

  4. vinícius Says:

    se tivesse cheirado, pelo menos os socos que vocês iriam levar deles iria doer mesmo.. mas já que não cheiraram nem apanharam, da nada. auhahuahuahuahuahuauhahua

    comigo já aconteceu o contrário, perguntaram se eu tinha pra vender… não sei, tenho mó cara de pia de prédio, de onde será que o cara achou que eu tinha pra traficar? vai saber…

  5. Bruce Says:

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    De onde o kra tirou? Sei lá . . . vai ver vc tem cara de pia aviãozinho, pé de morro, e nem saca! KKKKKKKKK

    Abração!

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