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Ago 05

Conversando com uma amiga ontem no MSN, falávamos sobre uma festa de casamento, de que teria que ir de táxi e de como os hábitos vão-se transformando. Ela comentou comigo que agora você se despede de alguém que você conheceu na balada na porta de um táxi, e que infelizmente não rolam mais os tradicionais e sagrados amassos dentro do carro, já que ninguém tem mais peito de ir pra rock e tomar umas e outras dirigindo. Triste né?

Pensei além disso . . .

. . . e cheguei à conclusão de que agora é até possível fazer uma pré-seleção (no caso pós) da pessoa que você quer se envolver. Não bastassem todas as variáveis existentes na arte da conquista, sedução e putaria, agora você pode analisar as intenções e costumes etílicos de seu pretendente sem precisar ver ele dando AQUELE VEXAME.

Lógica simples, mas como dito, com variáveis. No caso, 4, que são:

1. Você vai pro rock, e quando está saindo (já deu aquele pega), o parceiro entra no taxi pra ir embora. Mal sinal. O cara é um pé-de-cana de primeira e não consegue nem tomar o rumo de casa, precisando desesperadamente de um taxista.

2. Da mesma situação acima, porém, pode-se deduzir que é um rapaz responsável. Ou por simplesmente ajudar a natureza, não tirando seu carro de casa, ou porque, mesmo enchendo a lata, tem consciência da situação e toma um táxi.

3. Você vê seu parceiro de carro. Boa! Quer dizer que a pessoa não bebe e tem total certeza de que pode ir e voltar tranquilamente com seu carango para a balada e ainda ajudar os amigos tanque cheio dos dois tópicos acima.

4. Também vendo o parceiro de carro, é um péssimo sinal. O pior, aliás. O ser pode ser um beberrão dos infernos e mesmo assim estar tocando o foda-se para a Lei Seca. Vai de carro pra balada, toma todas e mesmo assim pega o volante. Esse é complicado.

Somado à tudo que já existe, agora fudeu mesmo. O lance é não tirar conclusão nenhuma. Ir, fazer o que quiser e ser consciente, claro. Ou se trancar em casa. A bandidagem crescente favorece a segunda opção . . .

Postado por Bruce

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