Você é contra a pena capital?

VAMOS REFUTAR ALGUMAS MENTIRAS QUE DIZEM QUANTO A PENA DE MORTE (palavras do autor)
“Quem poupa o lobo, mata as ovelhas” (Vitor Hugo)
1ª objeção: Não pode haver pena de morte porque podem acontecer erros e acabar-se matando inocentes.
Resposta: Segundo esse argumento, tudo o que contém algum risco de erro é ilegítimo. Se esse argumento procedesse, deveriam ser proibidos o avião e o automóvel, porque acontecem vários acidentes por ano e muitos inocentes morrem. “Abusus non tollit usum” (o abuso não tolhe o uso), é uma máxima do Direito absolutamente verdadeira. Caso contrário, a vida em sociedade seria impossível.
2ª objeção: Um erro não justifica outro.
Resposta: a objeção normalmente parte do pressuposto de que a pena de morte é um erro, sem se dar ao trabalho de provar isso. Se assim fosse, a mãe não poderia bater no filho quando ele faz alguma travessura, já que bater é errado e não poderia ser usado para corrigir outro erro. Dever-se-iam extinguir as cadeias, porque os erros dos criminosos não justificariam outro erro que é o cárcere forçado. E assim por diante…
3a. objeção: Só Deus pode tirar a vida. E Ele ordenou: “Não matarás”.
Resposta: Então, a Bíblia estaria errada quando diz: “O que ferir um homem querendo matá-lo, seja punido de morte” (Êxodo 21,12). “O que ferir o seu Pai ou sua Mãe seja punido de morte” (Êxodo 21,15). “Aquele que tiver roubado um homem, e o tiver vendido, convencido do crime, morra de morte”(Êxodo 21,16). Na verdade, a ordem divina “Não matarás” significa que ninguém pode matar sem motivo, sem razão. Não impede o assassinato em legítima defesa. Ora, a pena de morte nada mais é do que a legítima defesa da sociedade contra o criminoso. Se a objeção procedesse, não haveria previsão da pena de morte na Bíblia.
4ª objeção: Algumas Igrejas são contra a pena de morte.
Resposta: A Igreja sempre ensinou que a pena de morte é legítima. Ela não poderia ir contra o que a Bíblia ensina de modo tão explícito. Vários teólogos da cristandade defenderam a pena capital, entre eles: Jerônimo, o doutor máximo das Escrituras, Agostinho, Pio V, Pio X e São Tomás,e Lutero o maior doutor da Igreja. Quem se opõe à pena de morte não é a Igreja, mas alguns Teólogos. Paulo ensinou que a pena de morte é legítima: “Paulo, porém, disse: Estou diante do Tribunal de César, é lá que devo ser julgado; nenhum mal fiz aos Judeus, como tu sabes muito bem. E, se lhes fiz algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer…” (Atos XXV, 10-11). Paulo afirma que existem ações que são dignas de morte. É, portanto, favorável à pena capital. Diz ainda, em outra passagem: “Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem” (Rom I, 32).
5ª objeção: Não se pode punir os criminosos com a morte. Ninguém tem esse direito.
Resposta: É necessário punir os faltosos. A justiça manda “dar a cada um o que é seu”. Quando um ladrão rouba uma pessoa, cometeu uma injustiça e a vítima, além da sociedade, é “credora” desse ladrão. Então, para se fazer justiça, o ladrão deve pagar. Restituir o que subtraiu à vítima e pagar uma pena. Por isso sempre se diz: “O criminoso está em dívida com a sociedade”, “Já paguei minha dívida com a sociedade”. Os maus devem ser punidos, é o que ensina Tomás na “Suma contra os gentios”, em que cita algumas passagens da Bíblia: Diz o Apóstolo: “Não sabeis que um pouco de fermento corrompe a massa?” (ICor 5, 6e13), acrescentando logo após: “Afastai o mal de vós”. Referindo-se à autoridade terrestre, diz que: “Não sem razão leva a espada, é ministro de Deus, punidor irado de quem faz o mal” (Rm 13,4). Diz Pedro: “Sujeitai-vos a toda criatura humana por causa de Deus; quer seja rei, como soberano; quer sejam governantes, como enviados para castigar os maus, também para premiar os bons” (1Pd 2,13-14). De acordo com essas passagens, a punição é necessária, e os governantes têm o direito de punir. A pena deve ser proporcional ao agravo. Desse modo, para uma infração leve devemos ter uma pena leve, para uma infração média, uma pena média, e para uma infração grave, por exemplo, um assassinato, devemos ter uma pena forte, que é justamente a pena de morte. Por isso a Bíblia elenca vários crimes que são dignos de morte.
6ª objeção: A pena de morte não resolverá nada. Os EUA são a prova disso.
Resposta: Resolve sim. Primeiro porque um apenado com a pena capital não cometerá crimes novamente. Segundo, porque nos países onde ela existiu, no decorrer da história, sempre houve baixa criminalidade. Por exemplo, na França. Em Paris, entre 1749 e 1789 – quarenta anos -aconteceram apenas DOIS assassinatos. E hoje em dia, nos países que aplicam a pena máxima – como é o caso dos países árabes e de Cingapura – há baixíssima criminalidade. Nos EUA, se não houvesse pena de morte haveria ainda mais crimes. Além disso, o sistema americano é imperfeito; há poucas condenações e os processos são demorados demais. Em New York a criminalidade está despencando e um dos motivos é a aprovação da pena de morte.
7ª objeção: É uma falta de caridade com o criminoso. É contra os princípios cristãos.
Resposta: Pelo contrário. Como ensina Tomás, o ódio perfeito pertence à caridade. A pena de morte na verdade é caridosa. Quando aplicada a um criminoso irrecuperável, ela impede que ele cometa mais crimes, ou seja, impede que cometa mais pecados. Como dizia Domingos Sávio, “é preferível morrer a cometer um pecado mortal”. Além disso, a pena capital, é uma excelente oportunidade para que o criminoso se arrependa de seus crimes e ofereça sua vida como pagamento de seus pecados. O criminoso, no corredor da morte, tem uma rara oportunidade de salvar-se, bastando arrepender-se e confessar a um sacerdote antes da execução.
8a. objeção: Não se pode abreviar a vida porque existe a possibilidade de uma graça futura ou de um arrependimento futuro.
Resposta: Ora, para Deus não existe tempo. Se tal pessoa deveria receber uma graça no futuro, Deus “anteciparia” tal graça. Por outro lado, a Justiça não pode trabalhar com meras “hipóteses” ou “suposições”. Na argumentação de Tomás, o perigo de um criminoso para a sociedade é maior do que a chance dele se converter, e por isso deve ser eliminado.
9a. objeção: Jesus Cristo foi contra a pena de morte
Resposta: Jesus Cristo é Deus. Deus é o autor mediato da Bíblia. Se a pena de morte fosse errada, não haveria previsão na Sagrada Escritura. No Novo Testamento há várias passagens pró pena de morte: S. João XIX, 10-11: “Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não sabes que tenho poder para te crucificar, e que tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim se te não fosse dado do alto…”. Ou seja, Deus deu a Pilatos, autoridade constituída, o direito de aplicar a pena de morte. É claro que com Nosso Senhor, Pilatos usou mal esse direito. E no Apocalipse: Apoc XIII, 10: “Quem matar à espada importa que seja morto à espada”.
10ª objeção: As pessoas que defendem a pena de morte assim o fazem porque não serão elas as executadas. Se um filho dessas mesmas pessoas estivesse no corredor da morte seriam as primeiras a protestarem contra a pena capital.
Resposta: Se esse raciocínio fosse verdadeiro, teríamos de acabar com todas as penas, porque quem comete um crime não quer ser condenado, mesmo que tenha defendido a pena para esse crime. O argumento equivale a dizer: “As pessoas que defendem a pena de cárcere forçado assim o fazem porque não serão elas as prisioneiras. Se um filho dessas mesmas pessoas estive presa seriam as primeiras a protestarem contra a prisão”.
11a. objeção: Quem é contra o aborto, não pode ser a favor da pena de morte.
Resposta: Raciocínio torto esse, totalmente “non sense”. Somos a favor de punir bandidos, e não inocentes que nunca fizeram nada. Esse raciocínio é o equivalente a dizer: “quem é contra prender uma criança durante 10 anos numa cela, não pode ser a favor de prender um criminoso por 10 anos numa cadeia”.
A tese contrária é verdadeira “Quem é a favor do aborto não pode ser contra a pena de morte”. Se alguém defende o assassinato de uma criança inocente, não poderá ser contra a execução de um bandido. Infelizmente, hoje em dia, há várias pessoas que são favoráveis ao assassinato intra-uterino (aborto) e são contra a pena de morte. É o cúmulo do “non sense”.
12ª. objeção: Se no passado ela poderia estar certa, a pena de morte hoje em dia não tem mais cabimento. A tendência do mundo é de acabar com ela, não podemos impedir a evolução das coisas. A pena de morte não é compatível com um mundo civilizado.
Resposta: De acordo com esse raciocínio as tendências do mundo moderno são todas excelentes e inatacáveis. Entretanto, hoje a tendência é de que os partidos neo-nazistas cresçam. Então, esses partidos estariam certos? A tendência é o deficit público aumentar. Então, o deficit é bom? A tendência é o trânsito aumentar, a criminalidade aumentar. “Tendências” não significam nada, podem ser ruins ou boas. Não existe “evolução” para a verdade. É justamente hoje em dia que precisamos mais da pena de morte, porque há mais crimes. Civilizado é um mundo com baixa criminalidade e não um mundo em que se mata por nada.
13ª. objeção: As penas devem ser educativas, para recuperar o criminoso, e não para vingar.
Resposta: Toda a pena é vindicativa. A recuperação do criminoso está em segundo plano. O primeiro dever do Estado é proteger a sociedade, e não recuperar o indivíduo. O todo vale mais que a parte. Ademais, a pena de morte é extremamente educativa para todo mundo.
14ª objeção: A maioria das pessoas é contra a pena de morte.
Resposta: Não é verdade. A maioria das pessoas é a favor da pena capital. Nos EUA em torno de 75%, no Brasil deve ser também. Bastaria um plebiscito para confirmar esse dado.
15ª. objeção: Não se pode punir os criminosos com a pena capital porque a culpa é da sociedade. A pobreza é que causa a criminalidade. São traumas psicológicos que causam o crime.
Resposta: Então, a Igreja estaria errada quando ensina que existe o livre arbítrio e, por causa dele, podemos escolher entre o bem e o mal. Os crimes existem em função da maldade humana que escolhe o mal em vez do bem. Se a sociedade fosse a culpada, não poderia haver Direito, não poderia haver nenhum tipo de repressão. O próprio Direito Civil seria inútil, pois, todo o inadimplente poderia alegar que não pagou por culpa da sociedade, e o credor não poderia cobrá-lo. O mesmo aconteceria com os “traumas psicológicos”. Dizer que a pobreza causa a criminalidade é dizer que todo pobre é ladrão. Ou seja, é uma frase preconceituosa. Se fosse assim, a Índia, um dos países mais pobres do mundo, seria o mais violento. Entretanto, é um país com baixa criminalidade.
***
A proibição da pena de morte não tem suporte lógico nenhum. Não existe argumentação eficiente contra a pena capital. O que explica as pessoas serem contra ela, além de uma visão totalmente falsa da caridade, é o sentimentalismo, no fundo materialista, representado por frases como estas: “não se pode punir”, “devemos ter piedade do assassino”, “coitado do bandido”. Nenhum pastor, em sã consciência, trocaria um rebanho de ovelhas por um lobo. Ele não hesitaria em matar o lobo. O nosso triste mundo do século XX, porém, preserva o lobo e mata as ovelhas.
O pior é que nós somos as ovelhas…
Bomber é Sinistro! Extremamente preocupado com a vadiagem alheia =DEnviar Email ao Autor | Todos os artigos de Bomber | Gostou? Assine nosso RSS
22 comentários
Se a pena de morte fosse implantada e acatasse crimes governamentais (igual no Japão) o congresso ia esvaziar de uma forma significante.
Me senti assistindo ao Datena…
Carambolas, esse é um tipo de debate complicado. E que normalmente acaba com os ânimos acirrados, gerando brigas semelhantes as que ocorrem entre fãs da sonny x fãs da nintendo x fãs da microsoft (morra X-Box
). Mas sempre que a gente vê algo meio polêmico gosta de meter o bedelho né:
Sou totalmente contra a pena de morte. Acho isso de uma enorme besteira. Porra, uma sociedade que chega na lua, inventa aparelhos que permitem sua voz chegar até os ouvidos de outra a milhares de quilômetros de distância e o purê de batata em pó instantâneo não é capaz de enxergar punição melhor para um bandido do que matar ele?
1ª objeção: Claro que não pode haver pena de morte porque se pode matar um inocente. Em acidentes de carro ou avião causados por erros, pressupõe-se que as suas vitimas ali estavam por livre vontade. O Ulisses Guimarães morreu num acidente de helicóptero, mas ele quis estar ali e sabia do risco que corria. Um inocente preso e condenado não tem escolha.
2ª objeção: Não, a objeção pressupõe que o crime cometido pelo condenado seria um erro, e que a pena de morte seria outro, não justificado, tendo em vista que existem mil maneiras de vc punir alguém sem lhe tirar a vida.
Objeções religiosas: Não sou religioso. Desde que minha mãe parou de mandar em mim nunca mais botei o pé em uma igreja… mas o que eu entendo por não matarás e todas as outras citações religiosas sobre merece a morte é: Vc não pode matar o próximo, mas se alguém te atinge com um crime cuja a pena merecida seria a morte, Deus tratará de interceder em seu beneficio. Vc tem que ser bom que Deus te protejerá e te vingará. Assim acontece várias vezes na Biblía.
6ª objeção: Claro que a pena de morte não resolve. A maioria dos crimes captais são cometidos por pessoas fora da realidade, malucos ou dependentes químicos. E estes não se aplicam a regra humana do medo e do respeito social. Quanto a Paris, o fato de ficar 40 anos sem assassinatos é um fator político. Estes foram os 4o anos que antecederam a Revolução Francesa, período onde a Monarquia, a nascente Burguesia e a Igreja estavam se preparando para o que viria, ouveram muitas mortes e assassinatos, mas todos estes disfarçados pela bandeira da revolução. Nova Yorque tem sua taxa de criminalidade decrescente há anos não pela pena de morte, mas sim pela política do Tolerância Zero. Onde o cidadão preso por cometer um crime era julgado e condenado na hora. Se a pena de morte assustasse bandido não tinha tanta gente cometendo assassinato em massa nos EUA.
10ª objeção: Concordo. O fudido sempre vai chorar. Mas isto não é justificativa para implementar a pena de morte.
11a. objeção: Concordo com este também, mas este é só um ponto de vista sobre uma opinião contrária e não uma justificativa para mostrar algum beneficio da pena de morte.
12ª. objeção: A evolução da sociedade não justifica a pena de morte. Algumas coisas evoluem para melhor, outra para pior. Cabe a sociedade julgar o que é bom e ruim.
13ª. objeção: A função do Estado é proteger e não vingar. Cabe ao estado evitar que o crime aconteça e não vingar alguém prejudicado para encobrir sua falha. Além do mais, em um estado onde a morte não é uma condenação, é prerrogativa máxima que além de punir ele corrija o condenado tendo em vista que um dia ele retornará a sociedade.
“14ª objeção: A maioria das pessoas é contra a pena de morte.”. E a maioria da população é a favor do Lula para um terceiro mandato na Presidência. Ou seja, onde deixa o povo escolher dá merda.
15ª. objeção: Não é a pobreza a causa da criminalidade, existem pobres e ricos bandidos. É a falta de educação a culpada. Digo educação enquanto formadora de caráter. E isso sim é culpa da sociedade. Enquanto a sociedade não for capaz de formar o caráter de um dos seus, ela não é capaz de condenar um dos seus a morte.
Outro fator que me faz ser contra a pena de morte é o fato do estado poder usa-la para se perpetuar enquanto poder. Vamos imaginar o Brasil como um país com pena de morte. Amanhã um cidadão pode resolver se perpetuar no poder e utilizar a pena de morte para punir seus opositores. Há Luciano, isso nunca vai acontecer. Mesmo sem a pena de morte estar legalizada aqui oficialmente ja aconteceu na prática, durante a ditadura. Agora imaginem se for oficial? Já pensaram quantas pessoas de bem poderiam ser condenadas a morte por defenderem seu patrimônio do MST?
Bom, essa é minha opinião. Concordo com o Anônimo. Matar pra que se tu pode arrancar as unhas do vagabundo?
Mesmo assim sou A FAVORÍSSIMO da pena de morte. Essas considerações aí acima, desculpa aê, me pareceram extremamente moralistas.
Quero ver o que uma pessoa assim faria se estivesse frente a frente com o bandido que matou e estuprou sua mãe, tudo com requintes totais de crueldade. Vai ter peninha do cara? Ainda vai ter discurso político ufanista para recuperar o pobre meliante e re-inseri-lo na sociedade para que tenha uma vida produtiva e útil às pessoas? Duvido.
Vai é judiar e depois matar de forma mil vezes pior que a morte da mãe. Vai ter coragem de negar isso?
Como eu disse, o fudido sempre chora! Se fosse com a minha mãe óbvio que eu iria bancar o Charles Bronson e sair com um .38 na mão atrás de vingança. Mas casos como este tiram qualquer um da sua razão. Enquanto a razão estiver comigo serei contra a pena de morte. Não por moralismo, nem por ufanismo. Acho que vagabundo tem que se lascar.
Agora, pena de morte é um grande erro. E a menos que o vagabundo pegue minha mãe e faça tudo isso ai que vc falou certamente continuarei contra ela.
Então Luciano o grande lance é nunca acontecer com você que então continuará com esse discurso?
Isso é contraditório. Se você tem esse pensamento tão nobre sobre a pena de morte, deveria ser superior o suficiente pra aceitar que aquele assassino que matou sua mãe fez isso por não ter tido a devida formação de caráter ou mesmo condições providas pelo estado para ter uma vida digna e plena. Diante dessa constatação, mesmo assim você seria contra a pena de morte e defenderia a vida do bandido.
Mas não é o que acontece. Quando é conosco, aceitamos a pena de morte. Por estarmos fora de nossa razão? Não. Ou se é, deveríamos então ter mais empatia pelo que acontece com os outros e passarmos sempre a estar fora de nossa razão.
Não deveremos dar aos outros o que não queremos pra nós. Quando a mãe do outro morre, não cabe pena de morte. Quando morre a minha, cabe?
¬¬
Eu sempre levantarei a bandeira daquele sábio delegado que uma vez bradou: “Bandido bom, é bandido morto”.
Ressocialização, reinserção, bla bla bla, conversa fiada. Homicidas, estupradores, traficantes, latrocidas. MORTE PARA TODOS!
Bruce, eu fui sarcástico na resposta ao Anônimo. Não sou a favor da pena de morte. E se um cidadão cometesse um crime destes com alguém próximo a mim e com outras pessoas, como acontece constantemente com outras pessoas mundo afora, não mudaria minha opinião.
Claro que seria acometido de uma série de sentimentos como vingança e justiça imediata, mas dai a desejar a morte de alguém. Vai realmente contra os meus princípios, contra aquilo tudo que aprendi ao longo da vida.
No máximo desejaria que o cara fosse abusado sexualmente todos os dias na cadeia até ser liberto (sarcasmo).
Eu ainda continuo achando q esse tipo de conversa é balela.
Eu seria a favor da pena de morte… Mas em casos extremos e em um Brasil diferente do atual.
Não creio que em um país onde a justica é tão desigual para punir, uma lei polemica como essa possa entrar em vigor e ter resultados realmente positivos. Realmente desconfio disso…
Outra!
A bíblia eh um livro para ser interpretado, não lido, aceito e reproduzido de forma literal…
Justamente por ser tão metafórico, pode ser usado para defender as mais diferentes idéias, inclusive as mais bizarras como não aceitar tranfusões de sangue, deixar o cabelo crescer até o pé, e acreditar que Deus é um machista que abomina calca jeans nas mulheres.
Todos sabemos (Assim espero!) que Adão Eva não existiram de fato, que o mundo foi formado a bilhões de de anos ao invés de 7 dias e que o mais perto que chegamos de um Dilúvio foi o que tivemos no último Finados.
Enfim… Acho bem complicado mesmo essa história de encontrar respostas prontas e definitivas na Bíblia para questões tão polemicas como a pena de morte.
Isso é reduzi-la, fazendo uso de sua grande credibilidade, à um “gabarito” vindo do céu.
Isso sim, é algo que eu não concordo.
Comentários sobre a:
Resposta da 1ª Objeção: A pena de morte não é um acidente.
Resposta da 2ª Objeção: Realmente os pais não podem agredir os filhos, ocorre pq é costumeiro, mas é errado. E a privação de liberdade só é um erro quando não é legal.
Respostas das 3ª, 4ª, 5ª, 7ª, 8ª e 9º objeções: O Direito não se baseia em mitos religiosos.
Resposta da 6ª Objeção: Se o sistema americano é imperfeito, imagine o nosso.
Respostas das 10ª e 13ª Objeções: A pena privativa de liberdade tem função preventiva, para evitar q se cometa o crime, todos sabemos que estamos sujeitos a sanções caso cometamos infrações penais. E retributiva na medida em que a pena deve ser proporcional ao crime cometido, sem ferir a Constituição. Aceitação é algo pessoal.
Respostas das 11ª, 12ª e 14ª Objeções: Apresentou apenas opinião individual.
Resposta da 15ª Objeção: As causas da violência são múltiplas, sendo impossível destacar a existência de uma
causa como a determinante da criminalidade.
“A proibição da pena de morte não tem suporte lógico”… tanto é que já dura no mínimo 120 anos. Claro que se deve punir, sem extrapolar os limites jurídicos e sociais.
Metáforas são muito bonitas mas não se aplicam ao Direito.
Mais um monte de considerações moralistas. Quase todas sem sentido.
A partir do momento que o bandido tiver medo, ele muda. A partir do momento que o politico tiver medo ele muda.
Nós, que somos pessoas de bem, mudamos outrora pois tivemos medo, estou errado? quem de nós pode andar a noite na cidade totalmente tranquilo?
Quem defende bandido deveria pegar um e levar para casa, dar de comer e tratar bem legalzinho dele, vai que ele melhora né? boa sorte.
Ou se endireita ou quebra de vez, não estamos com tempo para ficar consertando ninguém contra a vontade. Se o cara QUER ser marginal, ele que fique com as consequências nada brandas de sua escolha.
“Nós, que somos pessoas de bem…” não combinou com o resto da sua frase. alguém que deseja a morte vingativa, que deseja que outro ser humano se foda, não entra exatamente na classificação “pessoa de bem”.
1º pena de morte não é acidente. nos casos que você citou, são os chamados “riscos socialmente aceitos”. pena de morte não entra nessa classificação.
2º mãe bater no filho É um erro e não deve ser feito. o cárcere forçado não é um erro, tendo em vista que da uma resposta proporcional e não-vingativa ao réu.
3º, 4º, 5º, 7º. 8º, 9º e 15º o Estado é laico, argumentos religiosos não tem que entrar nessa questão.
6º mentiras e mentiras. como já explicado acima, os assassinatos na frança nessa época foram acobertados. não há prova da relação “pena de morte – baixa criminalidade”. os EUA são a prova porque há estados que adotam e outros que não. faça a comparação e verá que não há diferença razoável pra se adotar uma medida tão extrema.
10º eu não conheço ninguém no corredor da morte e sou contra. sem razão esse argumento…
11º concordo. sou a favor do aborto(claro, com muitas restrições) e contra a pena de morte.
12º o argumento contra a pena já é ruim, então nem conta. mas onde você viu que a tendência é aumentar os partidos neo-nazistas???
13º ERRADO. as penas são PREVENTIVAS. “vingança” não entra, e nem devia entrar, no direito. porque é simplesmente inútil. satisfazer o prazer sádico de uma população não é o papel do direito. se fosse, a tortura devia voltar também. a recuperação do preso, mesmo que ineficiente, é primeiro plano, e não segundo.
14º até que eu veja uma pesquisa sobre o assunto, fica difícil opinar.
15º quem tem o mínimo de conhecimento em sociologia vai ver o quão péssimo foi sua resposta. não adianta eu escrever aqui, estude o mínimo de sociologia e vai onde está seus erros. acha que a criminalidade é maior nos bairros pobres por quê? se fosse tudo livre arbítrio, em qualquer esfera social os crimes teriam as mesmas taxas. não que não existam em locais de maior poder aquisitivo, mas os números são extremamente menores… tem uma explicação?
respostas que demonstraram o profundo desconhecimento do assunto. até as perguntas, envolver religião nisso… não, ta bem longe.
Argumentações ABSOLUTAMENTE moralistas, mas agora baseadas na lei tão justa da nossa sociedade. Blargh.
Eu entendo que, como pessoas capazes de construir uma sociedade, e tendo as condições tecnológicas e culturais atuais, é absurdo querer se utilizar da pena de morte. A sociedade tem sim condições de punir de forma exemplar, sem necessidade da pena capital e de penas cruéis ou prisão perpétua. É uma questão política o nosso sistema ser tão ruim, provavelmente refletindo a nossa política histórica, e os preconceitos sociais relacionados aos condenados e acusados. A primeira objeção é sim válida, em se tratando de algo tão delicado. Não se esqueça que o sitema vale para todos, e como indivíduo, não quero ser lançado à sorte no sistema (inclusive que, se houverem as falhas que atualmente tem no sistema prisional e legal, além dos problemas da sociedade analisar a questão com seriedade e sem preconceitos, o sistema não merecerá respeito, como não merece atualmente).
A segunda objeção está mal colocada, pois isso não é uma punição como as outras. E nem pensar no Estado fazendo o trabalho de corregedor, educador e defensor dos preceitos morais (sua função é garantir a ordem e aplicar regras anteriormente determinadas, e aproveitando aqui, o Estado historicamente teve grandes dificuldades de cumprir com isso, e o Brasil está longe disso). E, agora, na minha opinião, a pena de morte não é uma punição para o executado, pois após a morte ele não terá do que se arrepender, não sentirá mais dor e não se preocupará com os vivos. Apenas serve como instrumento de coerção para os vivos, e especialmente satisfaz o sentimento de vingança.
As objeções de cunho religioso para mim não interessam.
A opinião pública também não me interessa, pois o que não falta são desejos da massa não realizados. Se for assim, prefiro discutir todos os outros problemas sociais, políticos e econômicos antes.
Com relação a objeção de que ninguém pode tirar a vida de outrem, claro que pode. A questão é: é respeitado o direito individual e social? E punições extremas literalmente extinguem o individual. Isso é importante destacar pois em sociedades autoritárias ou movidas por coerção e terror, não por valores sociais altruístas, o indivíduo não é nada.
Finalmente, cabe destacar aqui que se não somos capazes de fazer valer os preceitos atuais, não seremos os preceitos advindos da pena capital. E tenho certeza que você nunca pensou na aplicação de uma pena dessas a uma pessoa próxima de você. É como imprudência no trânsito: sem querer querendo, cometem infrações. E não é por maldade. As pessoas não acreditam que acontecerá com elas. Mas se acontecer, buscam escapar de punições e acham o sistema cruel (multa não é necessária, há outros meios, isso é apenas pra arrecadar) mas (pena de morte é importante, tem que punir com rigor mesmo) pois não se vêem nessa situação.
Não importa nada disso. Muito fácil falar, mas caímos novamente na questão: e se for A SUA MÃE, amarrada, amordaçada, estuprada, torturada, esfaqueada, queimada e, obviamente, morta?
Ainda vai ficar nessa teoria toda? O sistema é isso ou aquilo quando você sabe quem foi o autor da proeza? E se houver apenas o suspeito, acha que o sistema é tão falho que não vai dar para julgar o sujeito à altura?
Pode não ser nada educacional ou corretiva a pena de morte. O sujeito pode não pagar pelos erros que cometeu, já que vai morrer mesmo. Mas pense no tempo que isso vai levar para acontecer. Anos. Essa pessoa vai agonizar BEEEEM LENTAMENTE, como a sua mãe, que ele amarrou, amordaçou, estuprou, torturou, esfaqueou e queimou – aquela que por obra do destino morreu disso tudo e tudo bem. O sistema é falho e pode haver erros, então coloque o suspeito na reeducação e ressocialização e seja muito feliz.
Eu nem discuto mais essa bosta. Só existe utopia e balela nesse tópico. Quanto ao sistema ser falho, TUDO É FALHO. A busca constante pela excelência é que deve ser feita. Mas a morte pra esses animais deveria ser uma realidade, ponto.
Vcs falam q ela é incabível mas ao mesmo tempo dão sinais que dizem isso pq na verdade o filho da puta vai sofrer menos, pq vai morrer. FODA-SE. O barato é a sociedade se ver livre de mais um latrocida/homicida/traficante/estuprador.
Quem defende qualquer coisa fora isso é um imbecil.
PS: Anônimo, finalmente concordamos em algo hein meu garoto!
Vixxe, fiquei uma semana fora e a coisa ainda tá viva aqui? De nada adianta mesmo ficar discutindo algo que fica só no campo das opiniões pessoais a distancia. Se pelo menos pudéssemos nos reunir e lutar na lama para ver que esta com a razão né
Mas ainda existe um argumento que precisa de resposta. Anonimo, essa sua colocação sobre a mãe das pessoas é por demais vazia cara. A possibilidade disto acontecer é de uma em ziguilhões. Da mesma forma como é pouco provável que aconteça isto com qualquer um de nós. Mas se for para aventar isto para justificar uma mudança de opinião de alguém que é contra a pena de morte, seria justo então eu usar um outro argumento. E se seu pai inocente fosse acusado de uma forma errada de fazer um monte de malvadeza (caraca, essa palavra é antiga) com a minha mãe. Você ainda seria a favor da pena de morte?
Meu pai morreu na semana passada, então que não reste dúvida de que ele é realmente inocente, já que não foi preso nem condenado a tempo.
Se isso acontecesse, ele que tente provar sua inocência. Vou ficar puto, chateado, se acreditar na inocência dele, mas nunca seria contra a pena de morte.
Agora vamos inverter de novo: e se você soubesse que seu pai realmente fez isso, mesmo alegando inocência? O que faria? Seria contra a pena de morte ou ainda mais a favor?
E se o cara que matou, torturou, seviciou, empalou, enrabou, mutilou, queimou e matou seu pai, estivesse na sua frente, bem ali, amarrado, como ficariam seus princípios tão gloriosos? Você assistiu a tudo, foi testemunha. Não há dúvida alguma, nenhum tribunal e nenhuma testemunha. Você tem uma faca, muita gasolina e uma caixa de fósforos, além de uma estaca bem pontiaguda. Ah, tá… então se não tem ninguém olhando pode? Não é pra ser contra?
Mesmo assim, se não matou o cara naquela hora, o que faria no tribunal, ao saber que o juiz é contra a pena capital e ainda por cima considerou o coitadinho como doente mental e o mandou para tratar seu pequeno problema de saúde?
Sou contra a pena de morte pois o preso se safa muito fácil de uma punição que leve aflição e contemplação do ato que praticou, algo que uma punição realmente deveria trazer (exceto no caso de sociopatas). No mais, em um ponto de vista prático, é uma força de trabalho que é desperdiçada. Eu gostaria de colocar meus filhos em uma escola, ir a um hospital ou passar de carro por uma rodovia que fosse construída por detentos e saber que o trabalho que costuma ser o dia-a-dia suado das pessoas comuns foi a tortura dos ímpios, seja um juiz lalau ou um Fernandinho beira mar.
Nossa. Que legal!!! CONTO DE FADAS. Que bonitinho.
Tomara que nenhum de nós tenha a filha estuprada ou a mãe esfaqueada, hein?
Assim ficaremos todos com essas opiniões tão bonitinhas e centradas.












Nâo que eu seja contra a pena de morte. Mas não seria legal se a legislação permitisse que JUDIÁSSEMOS do bandido na mesma medida, ou mais, de sua crueldade?
Eu ia adorar arrancar as unhas do vagabundo que matou uma mãe com um bebê, ou do adolescente que assassinou um menino por causa de um tênis, ou do safado que estuprou uma garotinha de dois anos. Enfiar palito de churrasco, beeem devagarinho, no olho do desgraçado que matou uma família inteira, ou que colocou um casal dentro de um carro e tocou fogo, ou aquele que que torturou um rapaz e uma moça e matou o rapaz e atirou na moça.
Fogo, empalamento, escarificação, etc… não seria divertido saber que os outros bandidos sabem o que lhes espera se forem pegos? Olho por olho.